ENVELHECIMENTO CUTÂNEO E INFLAMAÇÃO CRÔNICA DE BAIXO GRAU: O PAPEL DA IMUNOSSENESCÊNCIA NA DERMATOLOGIA CLÍNICA
Alexandra Borja Mancheno; Vanessa Stefannia Cabrera Ramón; Tamara Tuma Odeh · Revista Tópicos. (2026) · DOI: 10.70773/revistatopicos/775365967
Resumen
O envelhecimento cutâneo é um processo multifatorial caracterizado por alterações estruturais, funcionais e imunológicas progressivas. A imunossenescência, definida como o declínio relacionado à idade na função do sistema imunológico, desempenha papel central na patogênese do envelhecimento da pele. Este fenômeno está intimamente associado ao conceito de "inflammaging" – um estado de inflamação crônica de baixo grau que acompanha o envelhecimento e contribui para diversas doenças relacionadas à idade. Na pele, o inflammaging manifesta-se por acúmulo de células senescentes, alterações em populações de células imunocompetentes (células de Langerhans, linfócitos T, macrófagos, mastócitos), produção exacerbada de citocinas pró-inflamatórias e comprometimento da resposta imune adaptativa. O fenótipo secretor associado à senescência (SASP) perpetua o microambiente inflamatório cutâneo, promovendo disfunção da barreira epidérmica, cicatrização prejudicada e maior susceptibilidade a infecções e neoplasias. Compreender os mecanismos moleculares e celulares da imunossenescência cutânea é fundamental para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas direcionadas na dermatologia geriátrica. Esta revisão analisa criticamente a literatura sobre os mecanismos imunológicos do envelhecimento cutâneo, suas repercussões clínicas e as possibilidades terapêuticas emergentes para modular o inflammaging e restaurar a homeostase imunológica da pele envelhecida.
Instituciones: Universidad Peruana de Ciencias Aplicadas
